ciume excessivo
Ciúme excessivo

Quem nunca sentiu ciúme do namorado, namorada, marido ou mulher?

O ciúme é uma emoção inata do ser humano, todos nós já o sentimos alguma vez em nossas vidas. Está ligado basicamente ao medo de perder o objeto ou relação que é considerado de extrema valia.

Num relacionamento amoroso, o ciúme tem como principal característica proteger tal relacionamento de uma suposta ameaça de um rival.

Entretanto, em alguns casos, o ciúme torna-se excessivo, exagerado e sem controle. O indivíduo exagera na “dose” do ciúme. Neste tipo de ciúme, chamado de excessivo, existe uma preocupação constante sobre a fidelidade do parceiro, onde a pessoa fica imersa em pensamentos obsessivos sobre esta temática, começa então a procurar constantemente por vestígios ou indícios de uma suposta traição: verifica as roupas do parceiro, mexe no celular ou e-mail escondido, pesquisa faturas de cartões de crédito, instala programa espiões, entre outros. Algumas vezes é possível até mesmo que aconteçam comportamentos agressivos, verbais ou físicos, contra o parceiro ou rival, como por exemplo, xingar, beliscar, bater, chutes, socos e pontapés.

A pessoa que sente ciúme excessivo sente muita raiva, tristeza e ansiedade, tudo isso ligado à culpa e medo de perder o parceiro.

E por que tudo isso acontece? A priori, o indivíduo que sente este ciúme descrito como excessivo apresenta baixa autoestima e sentimentos fortes de insegurança, considerando-se passível de traição. O que seria diferente de um caso em que um dos parceiros provoca deliberadamente o ciúme no outro, situação em que o sentimento de ciúme pode surgir sem estar ligado a déficit na autoestima.

Para lidar com o ciúme excessivo, primeiramente a pessoa deve admitir que existe um problema. Diálogos com o parceiro também são importantes para o bom entendimento da situação. Em alguns casos, a pessoa que sente ciúme pode procurar ajuda psicológica para tratar estas questões tão profundas que acabam prejudicando o relacionamento amoroso, a vida social, familiar e até mesmo o trabalho. 

Autora: Andrea Lorena da Costa Stravogiannis, psicóloga, CRP 06/79.450

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