abuso emocional
Abuso emocional

O abuso emocional, segundo Georgia Lee, da University of Miami School of Business, é “O padrão de relacionamento no qual há um desequilíbrio de poder, onde uma pessoa exerce controle psicológico sobre a outra”.

Este abuso tem ocorrido com mais e mais frequência, chegando até os consultórios nem sempre de uma maneira evidente, mas através de relatos de situações sofridas aqui e ali, o que ao longo do tempo pode trazer perdas significativas em autoestima e até mesmo outras disfunções emocionais e comportamentais.

Muitas vezes o desequilíbrio começa por uma necessidade de receber aprovação do outro e acaba por instaurar na relação o autoritarismo, um vínculo disfuncional, que mantém um dos indivíduos na relação dependente direta ou indiretamente do outro.

Há duas formas de abuso emocional:

Agressivo – Forma evidente que estabelece um ambiente hostil e ameaçador. Deixa a vítima com a compreensão clara da experiência agressiva e muitas vezes é acompanhada de abuso físico. Tem como características: condenação, crítica exacerbada, menosprezo, isolamento, xingamento, ameaças, manipulação.

Passivo – É menos caracterizada pela dominação e sim por hostilidade e falta de acolhimento. Pequenas e aparentemente insignificantes implicâncias ou correções que se acumulam em uma relação de “mestre e subordinado”. Tem como características: vergonha, culpa, comparação, desaprovação, rejeição, menosprezo, indiferença.

Ambas as formas de abuso emocional trazem danos psicológicos muito dolorosos e prejudiciais.

Na terapia é necessário estabelecer uma nova compreensão acerca dos vínculos afetivos, construir novas referências para a pessoa que sofreu o abuso, principalmente quando a relação de abuso foi vivenciada com o pai, mãe ou figuras representantes, para que o abuso não seja reproduzido em outras situações e para que se rompa a sensação dolorosa. 

Autora: Natália Chequer R. Novaes, CRP 06/111832

Exercícios